você acha que a comunidade do paraisopolis melhorou?

Seguidores

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Porto Seguro: Educação na comunidade de paraisopolis.


Impossível não se impressionar com o trabalho realizado pela Porto Seguro Seguros na comunidade de Paraisópolis, região sul de São Paulo. É bonito, é profissional, é exemplar. E é assim há quase 17 anos, quando o presidente da empresa, Jayme Brasil Garfinkel, decidiu agir em prol do social e colocou a Educação entre suas prioridades. Morador do Morumbi, bairro nobre de São Paulo, Garfinkel não precisou ir longe, pois logo ali estava a Paraisópolis, com todas as suas deficiências sociais. Ao visitar a Escola Estadual Professora Etelvina de Goes Marcucci (na época com turmas de 1ª a 8ª série), percebeu que era por ela mesmo que poderia começar a parceria que imaginava. “A escola estava com o prédio e o aprendizado em situação precária”, conta Terezinha Paladino, diretora executiva do projeto desde seus primórdios. E, no ano de 1991, começou-se um forte trabalho de conservação do patrimônio público e de assessoria pedagógica para professores, coordenadores, diretores e alunos.

O resultado foi sentindo em pouco tempo: em 1996, a Etelvina ficou em 5º lugar no SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e ganhou um prêmio de redação por seus alunos apresentarem textos de alto nível. Mas, dois anos depois, o Governo do Estado sentiu a necessidade de reorganizar a escola, transferindo os seus alunos do Ensino Fundamental I para a Escola Estadual Professor Homero Santos Fortes, e deixando a Etelvina apenas com turmas de Ensino Fundamental II e Médio. “Com essa medida, os nossos alunos, que já estavam com um nível elevado de aprendizado, seriam misturados com outros ainda despreparados. Para muito do nosso trabalho não se perder, a Porto Seguro adotou também a Escola Homero”, relembra Terezinha.

Mas a história não parou por aí: no local onde a Porto havia construído a quadra poliesportiva da Etelvina, o Estado decidiu implantar mais uma escola, a Escola Estadual Maria Zilda Gamba Natel, que atenderia alunos da 5ª série do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Foi então que, em 1998, a Porto Seguro fundou a Associação Crescer Sempre, sem fins lucrativos, para funcionar como um canal permanente entre as três escolas. “Começava, naquele ano, uma nova era da parceria da Porto com as escolas e nossa missão era bastante complicada: a Etelvina estava com uma obra enorme bem do seu lado (onde sairia a escola Maria Zilda), a Homero tinha uma localização muito complicada, desestimulando alunos e professores, e estava extremamente danificada”, conta Terezinha Paladino.

Hoje, 10 anos depois e com as muitas ações de melhorias realizadas pela Porto (os investimentos da empresa cresceram mais de 10 vezes desde 1991), a situação está melhor, mas, como reconhece Terezinha, ainda com algumas questões sérias. “Nós trabalhamos para manter o ambiente favorável. As escolas Homero e Maria Zilda estão numa crescente, mas aquela onde começamos, a Etelvina, e que por um período chegou a ser um exemplo de escola pública, está enfrentando problemas de falta de funcionários, está sem quadra, sem opções de lazer para os seus 2600 alunos”, lamenta.

Além de participar com maquinário, microcomputadores, móveis, palestras, cursos de capacitação e projetos especiais (como o de leitura), a seguradora resolveu ampliar o número de instituições atendidas e montou, em 2009, uma Escola de Educação Infantil. Totalmente mantida pela Porto, a escola já atende 620 crianças, de 4 a 6 anos, e fica no mesmo prédio da Associação Crescer Sempre. “Foi a primeira escola de Educação Infantil na comunidade de Paraisópolis”, comenta, orgulhosa, Terezinha Paladino, diretora executiva do projeto da Porto Seguro. Questionada sobre a importância de empresas formarem parcerias com escolas, com o objetivo de melhorar a qualidade da Educação, ela garante: “essa ajuda é importante sim, mas não pode ter caráter paternalista. Tem que ser uma ajuda profissional. Para ter crescimento, precisa conhecer a realidade da escola pública e as questões pedagógicas. Não basta colocar dinheiro, tem que acompanhar”.
www.portoseguro.org.br/melhor-licao-open-asp

Nenhum comentário:

Postar um comentário