As Casas Bahia inauguraram sua primeira unidade em uma favela paulistana. A rede escolheu a comunidade de Paraisópolis, na zona sul, como endereço da loja de número 90 na capital.
A nova unidade, aberta ontem, ocupa uma área de 2,2 mil metros quadrados e terá 52 funcionários, 27 recrutados entre moradores da própria comunidade, onde vivem cerca de 60 mil pessoas.
A empresa informou que a escolha “foi uma questão de oportunidade”. A rede encontrou um terreno com a documentação em ordem e adequado a seus padrões em relação a tamanho e localização. Ainda de acordo com a empresa, o fato de o local ter um grande fluxo de pessoas também pesou na decisão. Além disso, verificou que moradores locais já eram clientes em outras lojas da rede na zona sul.
É o caso da doméstica Leonice Lima, 48 anos. Cliente da rede há cerca de seis anos, costumava comprar nas lojas de Santo Amaro ou Pinheiros. Ela acredita que a chegada da rede a Paraisópolis vai melhorar as condições de emprego dos moradores. Para dar as boas-vindas, ela escolheu o dia de inauguração para trocar seu fogão.
A empresa tem previsão de um faturamento mensal de R$ 1,5 milhão. O valor equivale ao faturamento de unidades como a do Shopping SP Market, na zona sul, o que coloca a nova filial entre aquelas de porte médio para grande. “Serão vendidos os mesmos produtos que em qualquer outra loja”, confirmou um funcionário que preferiu não se identificar. As condições de pagamento oferecidas também serão as mesmas das demais unidades da rede.
Para a cozinheira Helen Iriani, 39 anos, a chegada das Casas Bahia a Paraisópolis vai melhorar a imagem do local. “As pessoas vão olhar para cá de forma diferente.” Cliente da rede há cinco anos, ela também comemora que não terá mais de se deslocar até a unidade de Santo Amaro para fazer compras.
O ajudante geral José de Jesus, 47 anos, é cliente da rede há 12 anos: “desde que cheguei a São Paulo”, diz. Ele aprovou a nova unidade. “Espero que traga mais emprego e dignidade para os moradores daqui”, afirmou.
Para Eugênio Foganholo, diretor da Mixxer Empresarial, empresa especializada em consultoria e pesquisa no varejo, a atitude das Casas Bahia leva a rede para mais perto de seu público principal. Segundo ele, também é positivo o fato de parte dos funcionários viverem na comunidade. “Vai reduzir o risco de inadimplência porque as pessoas se conhecem”, afirma.
Para João Whitaker, professor de Planejamento Urbano da Universidade de São Paulo (USP), ações como essa servem para integrar a comunidade à cidade. O comércio próximo também ganha, porque trabalhando formalmente a renda e as condições das pessoas melhoram, observa.para mais informações entre no site:
www.casabahia.com.br
quarta-feira, 2 de junho de 2010
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