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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Diversão Palmeirinha: Orgulho da Comunidade do paraisopolis.

lvez os moradores mais recentes de Paraisópolis não saibam, mas a comunidade já chegou a ter três campos de futebol. Porém, só um sobreviveu, o famoso Palmeirinha. No início dos anos 1970,  localizava-se na Rua Marioto Ferreira, no fim da linha de ônibus Paraisópolis-Princesa Isabel.

O campo atual foi inaugurado em 1982. E a equipe que lá treina é a Associação Palmeirinha de Paraisópolis Morumbi. Mas o espaço de terra batida, misturada com areia para facilitar a drenagem, e as marcações da cal, está longe de servir apenas ao time. É ainda palco de eventos, da escolinha de futebol, além das bicicletas e pipas que cruzam sua extensão, diariamente, para alegria da criançada.

“No início foi uma luta para mantermos o campo, evitando a ocupação. Com o tempo, ele naturalmente foi incorporado pela comunidade. Em 1984, organizamos o primeiro campeonato interno, com oito times. Hoje, estamos preparando a 25ª edição, com 24 equipes”, conta Francisco Luiz da Silva, o Chiquinho, como todos o conhecem. Com 49 anos, quarenta deles em
Paraisópolis, ele é o fundador e principal responsável pela manutenção do local, que conta com arquibancada, alambrado, iluminação, vestiários e ainda áreas de lazer. E em breve, ganhará um novo piso, de grama sintética.

O estádio não é palco apenas para campeonatos internos. A III Copa da Federação Paulista de Futebol, em setembro, que contou com 128 equipes, teve como  uma das sedes o Palmeirinha. E em março de 2010, será realizada a 3ª edição da Copa da Paz, um campeonato idealizado para unir as comunidades de todas as regiões da capital, também com jogos programados para lá.

Endereço

Rua Melchior Giolla, 0 - Paraisopolis - São Paulo / SP

saúde

Na segunda maior comunidade carente da cidade de São Paulo, um verdadeiro exercício de cidadania e justiça social.
Foi em agosto de 1997 que o Departamento de Voluntários, com apoio e incentivo da SBIBAE, assumiu a responsabilidade de alinhar sua prática assistencial a uma nova visão da medicina que, em vez de enfatizar o tratamento da doença, prioriza sua prevenção e a promoção da saúde. Complementarmente aos serviços de alta tecnologia médica, foram levadas à comunidade numerosas ações de caráter social e educativo. Em janeiro de 1998, essas atividades foram integradas em um corpo sistemático e coerente, o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP), que conta hoje com a participação decisiva de entidades e pessoas, de reconhecida capacidade de ação, que partilham o mesmo ideal: a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
O trabalho na Comunidade de Paraisópolis vai muito além do atendimento médico. Engloba também uma ampla relação de atividades educacionais e sociais, destinadas a melhorar as condições de vida e a promover a cidadania.
Em Paraisópolis, um verdadeiro exército de voluntários, profissionais, estagiários e parceiros empenha-se para obter uma única recompensa: poder ver, no dia-a-dia, a evolução da qualidade de vida estampada no rosto de cada morador.
Endereço: Rua Manoel Antônio Pinto, 210 – Paraisópolis
Telefone: (11) 2151-6701

Porto Seguro: Educação na comunidade de paraisopolis.


Impossível não se impressionar com o trabalho realizado pela Porto Seguro Seguros na comunidade de Paraisópolis, região sul de São Paulo. É bonito, é profissional, é exemplar. E é assim há quase 17 anos, quando o presidente da empresa, Jayme Brasil Garfinkel, decidiu agir em prol do social e colocou a Educação entre suas prioridades. Morador do Morumbi, bairro nobre de São Paulo, Garfinkel não precisou ir longe, pois logo ali estava a Paraisópolis, com todas as suas deficiências sociais. Ao visitar a Escola Estadual Professora Etelvina de Goes Marcucci (na época com turmas de 1ª a 8ª série), percebeu que era por ela mesmo que poderia começar a parceria que imaginava. “A escola estava com o prédio e o aprendizado em situação precária”, conta Terezinha Paladino, diretora executiva do projeto desde seus primórdios. E, no ano de 1991, começou-se um forte trabalho de conservação do patrimônio público e de assessoria pedagógica para professores, coordenadores, diretores e alunos.

O resultado foi sentindo em pouco tempo: em 1996, a Etelvina ficou em 5º lugar no SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e ganhou um prêmio de redação por seus alunos apresentarem textos de alto nível. Mas, dois anos depois, o Governo do Estado sentiu a necessidade de reorganizar a escola, transferindo os seus alunos do Ensino Fundamental I para a Escola Estadual Professor Homero Santos Fortes, e deixando a Etelvina apenas com turmas de Ensino Fundamental II e Médio. “Com essa medida, os nossos alunos, que já estavam com um nível elevado de aprendizado, seriam misturados com outros ainda despreparados. Para muito do nosso trabalho não se perder, a Porto Seguro adotou também a Escola Homero”, relembra Terezinha.

Mas a história não parou por aí: no local onde a Porto havia construído a quadra poliesportiva da Etelvina, o Estado decidiu implantar mais uma escola, a Escola Estadual Maria Zilda Gamba Natel, que atenderia alunos da 5ª série do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Foi então que, em 1998, a Porto Seguro fundou a Associação Crescer Sempre, sem fins lucrativos, para funcionar como um canal permanente entre as três escolas. “Começava, naquele ano, uma nova era da parceria da Porto com as escolas e nossa missão era bastante complicada: a Etelvina estava com uma obra enorme bem do seu lado (onde sairia a escola Maria Zilda), a Homero tinha uma localização muito complicada, desestimulando alunos e professores, e estava extremamente danificada”, conta Terezinha Paladino.

Hoje, 10 anos depois e com as muitas ações de melhorias realizadas pela Porto (os investimentos da empresa cresceram mais de 10 vezes desde 1991), a situação está melhor, mas, como reconhece Terezinha, ainda com algumas questões sérias. “Nós trabalhamos para manter o ambiente favorável. As escolas Homero e Maria Zilda estão numa crescente, mas aquela onde começamos, a Etelvina, e que por um período chegou a ser um exemplo de escola pública, está enfrentando problemas de falta de funcionários, está sem quadra, sem opções de lazer para os seus 2600 alunos”, lamenta.

Além de participar com maquinário, microcomputadores, móveis, palestras, cursos de capacitação e projetos especiais (como o de leitura), a seguradora resolveu ampliar o número de instituições atendidas e montou, em 2009, uma Escola de Educação Infantil. Totalmente mantida pela Porto, a escola já atende 620 crianças, de 4 a 6 anos, e fica no mesmo prédio da Associação Crescer Sempre. “Foi a primeira escola de Educação Infantil na comunidade de Paraisópolis”, comenta, orgulhosa, Terezinha Paladino, diretora executiva do projeto da Porto Seguro. Questionada sobre a importância de empresas formarem parcerias com escolas, com o objetivo de melhorar a qualidade da Educação, ela garante: “essa ajuda é importante sim, mas não pode ter caráter paternalista. Tem que ser uma ajuda profissional. Para ter crescimento, precisa conhecer a realidade da escola pública e as questões pedagógicas. Não basta colocar dinheiro, tem que acompanhar”.
www.portoseguro.org.br/melhor-licao-open-asp

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Comercio

As Casas Bahia inauguraram sua primeira unidade em uma favela paulistana. A rede escolheu a comunidade de Paraisópolis, na zona sul, como endereço da loja de número 90 na capital.
A nova unidade, aberta ontem, ocupa uma área de 2,2 mil metros quadrados e terá 52 funcionários, 27 recrutados entre moradores da própria comunidade, onde vivem cerca de 60 mil pessoas.

A empresa informou que a escolha “foi uma questão de oportunidade”. A rede encontrou um terreno com a documentação em ordem e adequado a seus padrões em relação a tamanho e localização. Ainda de acordo com a empresa, o fato de o local ter um grande fluxo de pessoas também pesou na decisão. Além disso, verificou que moradores locais já eram clientes em outras lojas da rede na zona sul.
É o caso da doméstica Leonice Lima, 48 anos. Cliente da rede há cerca de seis anos, costumava comprar nas lojas de Santo Amaro ou Pinheiros. Ela acredita que a chegada da rede a Paraisópolis vai melhorar as condições de emprego dos moradores. Para dar as boas-vindas, ela escolheu o dia de inauguração para trocar seu fogão.
A empresa tem previsão de um faturamento mensal de R$ 1,5 milhão. O valor equivale ao faturamento de unidades como a do Shopping SP Market, na zona sul, o que coloca a nova filial entre aquelas de porte médio para grande. “Serão vendidos os mesmos produtos que em qualquer outra loja”, confirmou um funcionário que preferiu não se identificar. As condições de pagamento oferecidas também serão as mesmas das demais unidades da rede.
Para a cozinheira Helen Iriani, 39 anos, a chegada das Casas Bahia a Paraisópolis vai melhorar a imagem do local. “As pessoas vão olhar para cá de forma diferente.” Cliente da rede há cinco anos, ela também comemora que não terá mais de se deslocar até a unidade de Santo Amaro para fazer compras.
O ajudante geral José de Jesus, 47 anos, é cliente da rede há 12 anos: “desde que cheguei a São Paulo”, diz. Ele aprovou a nova unidade. “Espero que traga mais emprego e dignidade para os moradores daqui”, afirmou.
Para Eugênio Foganholo, diretor da Mixxer Empresarial, empresa especializada em consultoria e pesquisa no varejo, a atitude das Casas Bahia leva a rede para mais perto de seu público principal. Segundo ele, também é positivo o fato de parte dos funcionários viverem na comunidade. “Vai reduzir o risco de inadimplência porque as pessoas se conhecem”, afirma.
Para João Whitaker, professor de Planejamento Urbano da Universidade de São Paulo (USP), ações como essa servem para integrar a comunidade à cidade. O comércio próximo também ganha, porque trabalhando formalmente a renda e as condições das pessoas melhoram, observa.para mais informações entre no site:
www.casabahia.com.br